Tem umas coisas bem bizarras que acontecem na vida. Especialmente por que é impossível ter controle sobre elas. Uma mensagem que a gente fica esperando e não vem, um contato que a gente estabelece imaginando que vai resultar numa determinada resposta...
Na nossa cabeça parece tudo muito claro, mas essa realidade paralela que criamos dentro dela é a única na qual temos controle.
Fica depois disso sempre uma expectativa futura, também fruto da projeção da nossa cabecinha, essa coisa que em alguns momentos só atrapalha. Em quais momentos ela ajuda, hein?
Por que sinceramente, não sei de nada que efetivamente se concretize a partir da crença. A crença é só uma ilusão que ela, a cabecinha, cria pra justificar os devaneios mais tolos. A gente se afasta da realidade, cria uma realidade paralela, e ainda acredita que a cabecinha pode fazer com que as coisas criadas se tornem reais. Aí, de repente, um balde de água fria cai sobre ela, a cabecinha, e a gente se dá conta de quão frágil, mentirosa e falsa a cabecinha é.
De repente uma, entre 100 coisas que você desejou se realiza. E nem estou falando de coisas complexas, mas de coisas simples mesmo: “toca telefone, toca”; “esse dinheiro tem que cair na conta amanhã”, etc. Basta uma se realizar, pronto. A gente já volta a acreditar que a cabecinha tem algum valor quando na verdade, de fato, a gente não tem nenhuma prova de que ela influenciou na realização, somente a crença de que foi ela, e a tal crença é novamente criação da... (rufem os tambores...), da... (soem os clarins...) da CABECINHA!
Eu estou decepcionada. Não decepcionada com uma pessoa, com a vida, com as minhas frustrações ou qualquer coisa assim. Eu estou decepcionada com a cabecinha. Se fosse possível viver sem ela, eu já teria arrancado de mim. Por que em momentos como esse a cabecinha cria suas defesas pessoais, e isso também não é legal.
Procurar viver a vida sem criar sonhos e expectativas é tão frustrante quanto se dar conta de que eles na verdade não servem efetivamente pra nada. Só pra que a gente fique achando sentido nas coisas. Não tem sentido. Não faz sentido algum.
Queria que a minha cabeça fosse o mundo ou que ela não existisse pra não ter que lidar com determinadas frustrações.
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